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EPA! – Expansão Pública do Artista Actif depuis 2001 Origine: Curitiba – PR Goto Poussé par le désir d'instaurer quelques réflexions collectives inédites ou différenciées sur l'art, agissant parmi les lacunes laissées par les programmations culturelles promues par les institutions ou par d'autres groupes d'agents culturels, j'ai élargi mon initiative de production vers un regard sur le langage d'autres artistes, sur la production artistique, sur le moment présent et l'histoire. Cela a fait surgir un autre moi/collectif, un organisme artistique de politique culturel autodépendent, l'EPA! – Expansão Pública do Artista responsable par l'articulation de contenus, recherches historiques, textes et publications, commissariats et organisation d'événements et expériences sur l'art. Ce mouvement individuel/collectif s'élargit jusqu'au dialogue avec des communautés traditionnelles, comme dans l'exemple du travail mené auprès des habitants de l'île de Superagüi. L'EPA! vise des contenus d'intérêt collectif, toujours au-delà de mon langage artistique individuel, même si je l'utilise pour créer les identités visuelles de chaque proposition, quelques unes réalisées avec la participation d'autres artistes. Dans la réalisation des projets, l'EPA! agit en partenariat avec individus et institutions, en mouvement de potentialisation et de flexibilisation dans l'établissement de rapports stratégiques et dans le contact avec le public. En 2001, une performance-manifeste sur l'artiste en tant qu'agent politique, avec le titre EPA Camelôutdoor, a inauguré cet état d'esprit (actions dans des conférences que j'ai réalisées à Rio de Janeiro et Porto Alegre). Ce mouvement de gestation l'organisme artistique se manifestait aussi dans la production de recherches et de textes. L'EPA! est née, effectivement, avec la promotion de la rencontre collective lors de la réunion pour échanges culturelles, le 10 novembre 2001, à l'occasion de l'événement Uôrk-Xók. |
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| Contatos Semana de Artes Visuais de Recife. Prefeitura do Recife - PE, de 08 a 13 de setembro de 2002. Ação coletiva realizada pela primeira vez como fluxo
desdobrado da oficina “contatos manuscritos e péscritos” que
propus na Semana de Artes de Recife, tendo como ponto de partida a
pintura de letras nas unhas das mãos e dos pés, usando
o mesmo esmalte costumeiramente utilizado pelas mulheres em suas manicuri
e estética pessoais. O contato e entrelaçamento dos dedos
dos participantes buscaram a percepção de palavras resultantes
desse encontro ou a construção de outras que podiam conceituar
a situação vivenciada no momento. A possibilidade nômade
da proposta, o ambiente do entorno, os objetos e as relações
corporais tornaram-se também fontes de inspiração.
As situações coletivas e criações textuais
foram registradas em foto, vindo a compor um livreto, com tiragem reprográfica
de 54 unidades, em pb e cor. A dinâmica acabou ainda desdobrando-se
por reflexões envolvendo sexualidade, cotidiano, fotografia
e projeto gráfico. A proposta, a qual pode sempre ser reeditada, é também
uma metáfora sobre o próprio encontro entre pessoas e
a experiência única do contato vivencial. Constituíram
o núcleo principal de participantes da versão recifence
do projeto: Goto, Cuquinha, Daniela Brilhante, Juliana Calheiros, Bruna
Paes e Marcelo Peixoto. |
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| Ocupação Intervenção junto ao acampamento do MST em frente ao Palácio Iguaçu, Curitiba - PR, 1999. Projeto Macunaíma, FUNARTE, Rio de Janeiro – RJ, 1999. Sala Arte & Design, UFPR, Curitiba - PR, 2000. Proposta de ocupação de galerias do circuito artístico
e de suas respectivas mídias de divulgação a partir
da construção de interferências bidimensionais no
espaço expositivo e da inserção gráfica em
fôlderes e convites, tendo como base o uso e reordenamento de múltiplos
do símbolo do MST - Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra.
Projeto focado na metáfora e analogia entre a “ocupação
espacial da galeria” e a “ocupação produtiva
de áreas agrícolas”, desejando tencionar a relação
entre arte X sociedade, obra X público, público X privado,
pensamento X mercado. Tensão de fato ocorrida, gerando atritos
políticos e desdobrando outros processos: o paradoxo do uso de
material gráfico patrocinado pelo Estado como veículo de
difusão do símbolo do MST – notoriamente um movimento
contrário ao poder sócio-econômico predominante;
a censura da exposição numa galeria particular em Curitiba
e subseqüente migração da proposta para um acampamento
de sem-terras, acompanhada de uma vivência junto a essa coletividade.
História, política e circuito tornam-se assim elementos
fundamentais para a contextualização da proposta. Cada
uma das intervenções espaciais a compor o conjunto do projeto
Ocupação possui um nome próprio: Cheio, Registro
de tomada de posse de área disponível, Área, Ciclo,
Um canto para uso, Pequena área produtiva, Outras mídias. |
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