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ativo desde 2002
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GIA - Grupo Imersão Ambiental Actif depuis 2002 |
As propostas do GIA
revelam um entendimento da obra de arte como entidade subjetiva, fragmentária,
aberta e instável. Suas intervenções questionam
a natureza convencional do objeto artístico, encurtam a distância
entre arte e cotidiano, e através do absurdo, re-propõem
a vontade dadaísta de aniquilamento dos mecanismos artísticos
tradicionais de produção de significados. Utilizando-se
da provocação e da ironia, corroem o prestígio
social e o valor mercadológico da obra de arte tradicional Em alguns trabalhos do GIA, a exemplo de Cama, a justaposição de objetos descontextualizados lembra o “método paranóico-crítico de sistematização da confusão” de Dali, que servira de base para numerosas associações e inter-relações delirantes em várias obras. O delírio aqui não é ver o objeto “cama” e uma pessoa dormindo na praça, mas sim a indiferença da sociedade diante da cena cotidiana de pessoas que dormem na rua. Sartre disse que o homem atual está no meio de dois nadas: a vida e a morte. Recentemente ouvi de alguém uma lúcida paráfrase dessa reflexão: o artista contemporâneo está entre dois vazios: o espaço público e o da arte atual. O percurso do GIA até aqui é mais uma das tentativas contemporâneas de retomada do espaço público e da arte. Em Salvador, entre dois nadas, as ações do GIA mostram um caminho pertinente de resistência à mesmice e ao tédio. |
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A ação “Balões Vermelhos” foi
criada em 2002 na cidade de Salvador. A idéia surgiu após
um balão vermelho entrar pela janela de um apartamento no vigésimo
andar de um edifício da cidade, nesta época festejavam-se
as figuras de Santa Bárbara e automaticamente Iansã. A
cor usada nesta comemoração é a vermelha, onde aparece
em roupas, objetos e decorações das casas dos fiéis. Grupo de Interferência Ambiental |
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