Ativo desde 2003 |
Actif depuis 2003 |
![]() |
|
![]() |
|
Questionário: 1. Defina seu coletivo. O grupo Tramóia é um conjunto de pessoas que se reuniram a fim de experimentar “body modifications”, com ênfase em pintura corporal, piercings, tatuagens, agulhas, ganchos e afins. Para tal, utilizamos como meio um contexto de música, dança e teatro experimental. 2. Como pensam a coletividade na prática artística contemporânea? Na prática artística contemporânea, acreditamos ser a coletividade o melhor meio de sinergicamente, ampliar nossos horizontes artísticos, aproveitando as diferenças de bagagem e experiências individuais dos componentes do coletivo. A diversidade permite extrapolarmos nossos universos individuais de forma a crescer como coletivo e também como pessoas. 3. Como pensam o indivíduo no coletivo? Acreditamos ser cada indivíduo um todo complexo de emoções e conhecimentos que antecede a construção do coletivo, e por isso conduzimos nosso processo artístico mantendo acima de tudo respeito às diversas opiniões e desejos de cada um. 4. Como se organizam coletivamente? A fim de viabilizar o trabalho do coletivo, precisamos nos organizar em horários alternativos, o que não é empecilho devido à força de vontade de cada um. As reuniões, às vezes são facilitadas por um ou outro membro do grupo, o que não confere organização hierárquica a este. Em nosso grupo, não há uma formação comum a todos os membros, e essa diversidade permite a troca contínua de experiências e o nosso crescimento como coletivo. Há membros do grupo que têm facilidade de trabalhar a música, outros têm habilidade para dançar, outros para escrever, outros para interpretar, outros são piercers profissionais, outros sabem pintar, e assim construímos uma salada mista aproveitando todas estas possibilidades de maneira convergente. 5. Qual a posição do coletivo em relação às instituições? ( circuito, mercado, inserção, curadoria, crítica, museus...). O grupo Tramóia está inserido no contexto “underground”. Talvez por ser um coletivo novo, não estamos ligados a nenhuma instituição, porém nos mantemos abertos a essa possibilidade. 6. Como o coletivo se mantém e viabilizam materialmente suas ações? (tem patrocínio?, etc.). Materialmente, o grupo Tramóia até então esteve envolvido em eventos que forneceram grande parte da infra-estrutura para a realização do nosso trabalho, arcando somente com custos mínimos sendo estes divididos entre os membros do grupo. O grupo procura trabalhar com reaproveitamento de recursos e reciclagem de figurino e outros materiais, alternativas que dispensam um gasto maior. 7. A quais ações artísticas se propõem? Exemplifique. Nos propomos a mesclar recursos áudio-visuais com dança e teatro experimental, sendo o trabalho centralizado na expressão corporal através da body modification. Acreditamos ser a modificação corporal uma das maneiras pelas quais podemos buscar o autoconhecimento, a identidade como coletivo e a realização pessoal. Dentro do contexto da modificação corporal, exploramos o uso de ganchos cravados na pele, os quais são usados para fins estéticos e mentais. Fazemos suspensões humanas, “flesh pulls”, “corsetry”, “play piercing” e afins. Estas atividades que têm um cunho de “freak show” não ocorrem de maneira isolada, havendo um contexto amplo para tais práticas. Trabalhamos também em cima deste contexto, o que inclui uso de imagens projetadas ou pintadas, construção da trilha sonora, iluminação, dança, poesia e teatro. Enfim, mostramos uma face pura da expressão artística visceral. 8. Existe um posicionamento ético/político pré estabelecido em suas práticas e conceitos? Quais os critérios utilizados para concepção dos projetos do grupo? O grupo tem um posicionamento crítico frente ao mundo industrial no qual vivemos. Nós nos opomos sobremaneira à homofobia, ao racismo, ao xenofobismo e nacionalismo. O maior objetivo político/ético do grupo é despertar a reflexão e exercer nossa liberdade de expressão. A concepção de novos projetos pelo grupo ocorre de maneira livre e fluida, sendo os posicionamentos acima descritos naturalmente mantidos por serem parte de cada indivíduo que compõe o coletivo. 9. Qual a posição do coletivo em relação à curadoria? (pense curadoria nas mais diversas formas, desde interna (dos integrantes) a externa (convidados ou propostas). Não temos curadoria. 10. Se as questões acima não são suficientes para explicitar sua proposta, por favor complete com as informações que achar necessárias. O Grupo Tramóia foi formado em julho de 2003 por cinco amigos (Vidgal, Maíra, Rafael, Thiago e Paulo) que tinham objetivos similares e uma idéia em comum: extrapolar sua arte, anteriormente realizada entre quatro paredes, para as ruas da cidade. Após a sua primeira apresentação na Manifestação Internacional de Performances (realizada no espaço cultural Casa do Conde na cidade de Belo Horizonte) com a performance “Behavior”, novas pessoas se integraram ao grupo (Ana, Luisa e Fabrício). Juntos, participamos da segunda apresentação do grupo, que se realizou no Centro de Cultura Belo Horizonte, no centro da cidade. A performance, intitulada “Ho Ho Ho” ocorreu durante a 2ª Zona de Ocupação Cultural. Durante esta segunda performance, contamos com colaboradores que participaram no processo de gravação da trilha sonora, um pintor corporal e ainda outras atividades durante a apresentação. Desde a sua concepção, o grupo fez diversas apresentações privadas para pessoas interessadas. O grupo está vivendo um momento especial em sua história, e pretende se estabelecer como único no trabalho que realiza. O Coletivo para Ocupação do Roosevelt é um evento que nos interessou por ser um momento para livre manifestação de arte de coletivos, com o qual nos identificamos prontamente. Infelizmente, duas fotos representativas de nossos trabalhos provavelmente são poucas para revelar todas as facetas do grupo. Estas seguem em arquivo anexo. |
|